Pergunta: “Qual o significado da quaresma?”
Resposta: Quaresma é o período de jejum e arrependimento tradicionalmente observado pelos católicos e algumas denominações protestantes, em preparação para a páscoa. A duração do jejum da quaresma foi estabelecida no século IV, como de 40 dias. Durante este período, os participantes comem muito pouco, ou simplesmente deixam de comer algum tipo de comida ou deixam de praticar alguma ação habitual. A quarta-feira de cinzas e a quaresma iniciaram como uma forma de os católicos lembrarem-se do arrependimento de seus pecados, de forma parecida com as pessoas no Velho Testamento, que se arrependeram em panos de saco, cinzas e jejum (Ester 4:1-3; Jeremias 6:26; Daniel 9:3; Mateus 11:21).
Contudo, através dos séculos, valores muito mais “sacramentais” foram se desenvolvendo. Muitos católicos entendem que, deixar de fazer algo na quaresma é uma maneira de ganhar a bênção de Deus. A Bíblia não ensina que tais atos alcancem qualquer mérito junto a Deus (Isaías 64:6). De fato, o Novo Testamento nos ensina que nossos atos de jejum e arrependimento devem ser praticados de forma que não atraiam atenções sobre nós: “E, quando jejuardes, não vos mostreis contristados como os hipócritas; porque desfiguram os seus rostos, para que aos homens pareça que jejuam. Em verdade vos digo que já receberam o seu galardão. Tu, porém, quando jejuares, unge a tua cabeça, e lava o teu rosto, Para não pareceres aos homens que jejuas, mas a teu Pai, que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará publicamente” (Mateus 6:16-18).
O jejum é algo bom quando feito sob a ótica bíblica. É bom e agradável a Deus quando abandonamos hábitos e práticas pecaminosas. Não há absolutamente nada errado em guardar um tempo no qual vamos nos concentrar apenas na morte e ressurreição de Jesus. Entretanto, estas “práticas” são coisas que devemos fazer todos os dias do ano, não apenas nos 40 dias entre a quarta-feira de cinzas e a páscoa. Se você se sente movido por Deus para observar a quaresma, seja livre para fazê-lo. Mas certifique-se de que irá se concentrar em seu arrependimento dos pecados e consagração a Deus, não em tentar ganhar de Deus favor ou aumentar o Seu amor por você!
Fonte: http://padom.com.br
sábado, 26 de fevereiro de 2011
Depois do Carnaval...
O Carnaval acabou sem o caminho na avenida e sem rumo na passarela. como tudo que é mundano, acabou vázio e sem cor. Descolorido e oco, como seu próprio sentido. Se é que alguma vez o seu sentido teve qualquer sentido. Nem sentido, nem razão tem o carnaval. Tem apenas um brilho pardo, uma alegria triste e uma beleza feia. O carnaval é um colorido incolor.
O Carnaval acabou e os foliões retornam. Travestidos de dilemas, retornam sem nunca chegar. Nunca chegam, porque retornam às velhas razões e ás cinzentas mesmices. Em vão tentaram colorir de inconsequências e risos periféricos todo este cinza. Agarram-se às aquarelas dos folguedos e bailes, mas das telas das folias trouxeram apenas tonalidades sem cores, cores sem vida, vida que nem vida parece ter. Trouxeram apenas um prisma disforme e esquisito, como a visão que sempre tiveram do criador.
O Carnaval acabou e a procura continua como as manhas e tardes. Como as estações, esta procura não tem encalço, nem paradeiro. Para que encalços e paradeiros? Essas paralelas inexistem quando buscamos a Deus de todo o coração. Em Cristo, as linhas da problemática humana se covergem. Somente o Calvário pode transpor os obstáculos geométricos e matemáticos de nossa procura. Mas, nesta procura tem que haver verdadeira busca. Busca que não se acomoda em sorrisos mudos, nem em surdos contentamentos.
O Carnaval acabou. Passou na avenida, dissolveu-se na passarela da ilusão. Ilusão! Palavra batida e comum é esta. Creio, porém, ser a única suficientemente forte para sinonimizar o carnaval. Por que chamar outro termo ou convocar outro vocábulo? Qualquer expressão linguística alistada a descrever as loucuras de Momo, veste-se em pura ilusão.
Muito choro e ranger de dentes! é o que resta para a quarta-feira. Das cinzas, nenhum phoenix se levanta, porque somente os que servem a Deus renovam as suas forças como a águia. O que mais restará da quarta-feira? Nada! Da feira, não somente a quarta parte, mas o todo da alma humana foi comercializada. A honra foi vendida em vulgar liquidação. E, a vergonha, remarcada na mesma feira, onde as cinzas são a manufatura e o acabado produto de uma alegria que não permanece alegria.
Fonte: http://pensandoteologia.blogspot.com
O Carnaval acabou e os foliões retornam. Travestidos de dilemas, retornam sem nunca chegar. Nunca chegam, porque retornam às velhas razões e ás cinzentas mesmices. Em vão tentaram colorir de inconsequências e risos periféricos todo este cinza. Agarram-se às aquarelas dos folguedos e bailes, mas das telas das folias trouxeram apenas tonalidades sem cores, cores sem vida, vida que nem vida parece ter. Trouxeram apenas um prisma disforme e esquisito, como a visão que sempre tiveram do criador.
O Carnaval acabou e a procura continua como as manhas e tardes. Como as estações, esta procura não tem encalço, nem paradeiro. Para que encalços e paradeiros? Essas paralelas inexistem quando buscamos a Deus de todo o coração. Em Cristo, as linhas da problemática humana se covergem. Somente o Calvário pode transpor os obstáculos geométricos e matemáticos de nossa procura. Mas, nesta procura tem que haver verdadeira busca. Busca que não se acomoda em sorrisos mudos, nem em surdos contentamentos.
O Carnaval acabou. Passou na avenida, dissolveu-se na passarela da ilusão. Ilusão! Palavra batida e comum é esta. Creio, porém, ser a única suficientemente forte para sinonimizar o carnaval. Por que chamar outro termo ou convocar outro vocábulo? Qualquer expressão linguística alistada a descrever as loucuras de Momo, veste-se em pura ilusão.
Muito choro e ranger de dentes! é o que resta para a quarta-feira. Das cinzas, nenhum phoenix se levanta, porque somente os que servem a Deus renovam as suas forças como a águia. O que mais restará da quarta-feira? Nada! Da feira, não somente a quarta parte, mas o todo da alma humana foi comercializada. A honra foi vendida em vulgar liquidação. E, a vergonha, remarcada na mesma feira, onde as cinzas são a manufatura e o acabado produto de uma alegria que não permanece alegria.
Fonte: http://pensandoteologia.blogspot.com
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